As células-tronco e a disrupção do conhecimento
Conto o que muda quando a medicina deixa de só tratar sintomas e passa a estimular a regeneração do corpo, e o que ainda está em fase de pesquisa.

Se você é da geração baby boomer, X ou Y, saiba que você tem muito a desaprender sobre a medicina que apenas trata e a aprender com a medicina regenerativa.
Embora as células-tronco sejam conteúdo de matéria obrigatória na escola, pouquíssimas pessoas se lembram do assunto, porque se esquecem do quanto essas células são essenciais em nossas vidas, já que elas são a própria vida: as Partículas Divinas.
Nós viemos de uma única célula
Nós nascemos de uma única célula, que vem da junção de um óvulo e um espermatozoide e que, depois de formada, se multiplica exponencialmente até formar um ser humano completo, pronto para vir ao mundo com um estoque de células-tronco que participam da sua regeneração diária pelo resto da vida.
Sabe toda vez que você se machuca com um corte na pele, e ela cicatriza, fazendo uma ferida até fechar outra vez? É o seu estoque de células-tronco trabalhando!
Aprendemos a ir ao médico, fazer exames e tomar remédios. E pior: fomos influenciados por um comportamento social de automedicação, um perigo à solta por todo o mundo. Com a medicina regenerativa e o uso dos protocolos biológicos, a forma de olhar para a saúde começa a mudar.
O que os protocolos biológicos buscam
Os protocolos biológicos buscam estimular a regeneração das células e a recuperação dos órgãos e tecidos a partir de material que pertence a nós mesmos, seja do sangue, da gordura ou de células de cordão umbilical. Você encontra mais sobre essas origens nas perguntas frequentes.
Talvez, no futuro, possamos depender menos de remédios e tratar muitas doenças de forma mais biológica. Até lá, ninguém deve suspender um tratamento por conta própria: o acompanhamento é feito com o médico de cada especialidade.
As células-tronco participam da regeneração dos tecidos, estão sendo estudadas para muitas doenças e podem ajudar a cuidar do envelhecimento natural que todos estamos fadados a vivenciar.
Já imaginou? Não se trata de um sonho, mas de uma área de pesquisa que avança rápido e que já chega a muitos de nós, especialmente aos que se informam!
É isso que as células-tronco buscam fazer: regenerar e apoiar o corpo a funcionar melhor. Como todo procedimento, o tratamento tem riscos e contraindicações, que são avaliados caso a caso na consulta, e os resultados variam de pessoa para pessoa.
Em alguns casos, a medicina regenerativa pode ser uma alternativa a considerar antes de uma cirurgia ou de anos de remédios para controlar sintomas. Essa decisão é sempre individual.
Uma nova forma de olhar para a saúde
Os remédios salvam vidas e continuam essenciais em muitas situações. Mas a medicina regenerativa propõe olhar a saúde também a partir do que é natural e do que pode ser mais duradouro: buscar a causa, e não apenas controlar o sintoma.
Muita gente vive num looping de sintoma, remédio e novo sintoma. Essa disrupção da medicina convida a sair dele, com informação e com a saúde que vem de materiais biológicos, do nosso próprio corpo.
Durante a pandemia de covid-19, enquanto milhares de pessoas morriam e outros milhões sofriam o medo da morte, as células-tronco também foram estudadas em pacientes graves. Os resultados ainda não as tornam um tratamento estabelecido para a covid, mas aquele período mostrou o quanto a ciência pode avançar quando há urgência e informação circulando.
O mesmo vale para a medicina como um todo: informação de qualidade não pode ficar restrita a poucos.
As células-tronco pedem passagem para deixar de ser um assunto de uma pequena elite e se tornarem acessíveis a todos os cidadãos que desejam ter uma saúde e uma vida melhor, porque a vida não deve ser medida pelos dias que se vive, mas pela qualidade dos dias vividos.
Muitos pacientes relatam que, depois do tratamento, começam a perceber o básico: melhora do sono, do humor, da sexualidade, da pele, do viço, da musculatura, da disposição, da energia e de tudo o que diz respeito ao bem-estar e à qualidade de vida.
Você se sente pronto para essa nova era da medicina?
Esse é um novo tempo!
De vida, saúde e conhecimento!

Sobre o autor
Dr. Tércio Rocha
Médico endocrinologista · CRM SP 148068 · CRM RJ 525847 · CRM SC 30974
Médico endocrinologista com mais de 34 anos de experiência clínica e de pesquisa, o Dr. Tércio Rocha atua com medicina regenerativa e protocolos de longevidade desde 1990. Sua história pessoal com uma doença agressiva moldou a forma como enxerga cada paciente: como um organismo com capacidade de regeneração, que precisa das ferramentas certas para se reconstruir.
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