Pular para o conteúdo
Dr. Tércio Rocha
Células-tronco4 min de leitura

Células-tronco no tratamento do diabetes

Como endocrinologista, explico o que é o diabetes, como se trata hoje e o que as pesquisas com células-tronco estudam, sem deixar de lado a insulina.

Células-tronco no tratamento do diabetes
Escrito pelo Dr. Tércio Rocha, 34 anos de prática clínica

Você sofre de diabetes? Ou conhece alguém que passa por este mal? O diabetes é uma doença grave, que aflige milhões de pessoas e que merece toda a atenção e todo o cuidado. Quem sofre desta doença perde qualidade de vida e, sem o tratamento adequado, vai piorando com os sintomas e as complicações.

Só no Brasil, estima-se que aproximadamente trinta pessoas a cada cem mil habitantes morram por causa do diabetes.

O que é o diabetes

Afinal, o que é esta doença? E por que ela é tão perigosa?

Diabetes significa falta ou mau funcionamento da insulina, o hormônio que leva o açúcar do sangue para dentro das células. São dois tipos principais, bem diferentes entre si. No diabetes tipo 1, o próprio sistema de defesa do corpo destrói as células do pâncreas que produzem insulina, e o paciente passa a depender dela. No diabetes tipo 2, o mais comum, o corpo produz insulina mas não responde bem a ela, e aí pesam a genética e os hábitos: alimentação inadequada, consumo excessivo de carboidratos e açúcar, além do sedentarismo.

O Brasil é o sexto país com mais adultos com diabetes no mundo e o primeiro na América Latina, segundo o Atlas do Diabetes 2021, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). Naquele ano, eram 15,7 milhões de adultos com a doença, e a estimativa é que, até 2045, ela afete 23,2 milhões de adultos brasileiros.

Como se trata hoje

O principal tratamento para o diabetes tipo 1 é a aplicação diária de insulina, o que exige disciplina e pesa na rotina do paciente, mas é o que mantém a pessoa viva e protegida das complicações. Já o tratamento para o diabetes tipo 2 inclui mudanças de hábitos, como a prática regular de exercícios, dieta com redução de açúcar e carboidratos, além da verificação da glicemia. Em muitos casos, é preciso usar medicamentos e, às vezes, também insulina.

Para muitos pacientes, essas mudanças de hábitos, impostas pela gravidade da doença, não trazem motivação para um novo estilo de vida, porque eles sabem que há uma doença séria por trás desses cuidados, e não o bem-estar como objetivo final.

O diabetes não tem cura. Entretanto, pode ser controlado com o tratamento adequado e com cuidados que o paciente deve seguir à risca.

O que se pesquisa com células-tronco

E qual é a boa notícia?

As Partículas Divinas, como eu chamo as células-tronco, também estão sendo estudadas no diabetes. Pesquisas investigam se elas podem ajudar a preservar a produção de insulina no pâncreas, a melhorar a sensibilidade do corpo à insulina e a reduzir as complicações causadas pelo excesso de glicose no sangue, como as doenças do coração, a insuficiência renal e a neuropatia periférica. Os resultados ainda são preliminares.

A ideia por trás desses estudos é que as células-tronco ajudem a reparar tecidos danificados do pâncreas, dos rins e dos vasos sanguíneos e a reduzir a inflamação que contribui para a resistência à insulina. No diabetes tipo 1, há também pesquisas com células produtoras de insulina feitas em laboratório a partir de células-tronco, ainda em fase de estudo.

Na dor crônica causada por lesão dos nervos periféricos, a neuropatia diabética, também há estudos com células-tronco, com resultados ainda iniciais.

Por tudo isso, o uso de células-tronco no diabetes é experimental. O tratamento convencional continua sendo o padrão, e nenhum paciente deve parar ou reduzir a insulina ou os remédios por conta própria: qualquer ajuste é feito com o médico que acompanha o diabetes. Como todo procedimento, o tratamento com células-tronco tem indicações, riscos e contraindicações, que são avaliados caso a caso.

Quando é indicado, o tratamento promove resultados gradativos e pode trazer benefícios que vão além do diabetes, porque atua na renovação das células do organismo. Eu chamo as células-tronco de Partículas Divinas porque elas atuam num ponto onde a medicina ainda está aprendendo, e isso me fascina.

Muitos pacientes que passam por esse tratamento, seja pelo motivo que for, relatam outros ganhos: o sono melhora, a pele ganha viço, o cabelo fica mais bonito, a disposição aumenta, bem como a vitalidade, a alegria e a vontade de viver. Os resultados variam de pessoa para pessoa.

A restauração promovida pelas células-tronco pode trazer mais disposição e qualidade de vida, porque a regeneração acontece de dentro para fora e toca o ser humano em vários níveis: físico, mental e emocional.

Se você tem diabetes, mantenha o acompanhamento com o seu médico. A medicina regenerativa pode ser discutida como complemento, em avaliação individual. E, se você tem vontade de se sentir com mais energia, mais disposto e feliz, os protocolos biológicos podem ser uma conversa a ter na consulta.

Gostou? Compartilhe com quem precisa:

Dr. Tércio Rocha

Sobre o autor

Dr. Tércio Rocha

Médico endocrinologista · CRM SP 148068 · CRM RJ 525847 · CRM SC 30974

Médico endocrinologista com mais de 34 anos de experiência clínica e de pesquisa, o Dr. Tércio Rocha atua com medicina regenerativa e protocolos de longevidade desde 1990. Sua história pessoal com uma doença agressiva moldou a forma como enxerga cada paciente: como um organismo com capacidade de regeneração, que precisa das ferramentas certas para se reconstruir.

Conhecer a trajetória

Primeiro passo

Conte o seu caso para a equipe

Sem cobrança e sem compromisso. A equipe da Clínica Tércio Rocha faz a triagem do seu caso e o retorno vem pelo WhatsApp.

Como tratamos os seus dados está na Política de privacidade.

Seus dados não são compartilhados com terceiros.

Antes de abrir o WhatsApp

Deixe seus dados para a equipe já começar a conversa sabendo do seu caso. Leva menos de um minuto, e o WhatsApp abre em seguida.