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Dr. Tércio Rocha
Saúde sexual3 min de leitura

Retonificação peniana e disfunção erétil

Metade dos homens acima dos 40 tem algum grau de disfunção erétil. Explico as causas, os tratamentos de sempre e onde entra a retonificação peniana.

Retonificação peniana e disfunção erétil
Escrito pelo Dr. Tércio Rocha, 34 anos de prática clínica

Você encontrou o amor da sua vida. Sentiu atração física e a “química” de imediato e teve a oportunidade de criar uma conexão mental e espiritual com a mulher dos seus sonhos. Após alguns encontros, conversas e frios no estômago, vocês finalmente se sentem prontos para se entregar fisicamente.

Esse é o caminho de um amor maduro, consciente e completo. Porém, se você já tem quarenta anos ou mais, pode ser que sofra, psicologicamente falando, com a sua performance sexual, que já não é mais a mesma de quando tinha lá seus vinte anos de idade. Mas não se apavore!

Primeiro, saiba que isso é muito mais comum do que se pensa e faz parte da vida da maioria dos homens que já passaram do auge de sua juventude.

Um problema mais comum do que se imagina

Estudos indicam que cerca de metade dos homens acima dos quarenta anos apresenta algum grau de disfunção erétil. Estudos norte-americanos demonstram disfunção erétil, ao menos leve, em torno de 40% dos homens aos quarenta anos de idade e em quase 70% aos setenta. A disfunção completa é bem menos frequente: cerca de 5% aos quarenta e 15% aos setenta. Os números são parecidos no mundo inteiro, o que mostra que o problema é mais frequente do que se imagina.

Existem três principais tipos de disfunção erétil:

  1. Orgânica: costuma acontecer a partir dos quarenta anos e envolve uma causa física, como problema cardiovascular, metabólico, neurológico ou hormonal, excesso de peso, retirada da próstata, uso de determinados medicamentos ou excesso de substâncias como álcool, cigarro ou drogas.
  2. Psicogênica: quando não há problema físico que justifique a dificuldade, o que é mais frequente em jovens. Os principais fatores nesse tipo são a ansiedade, o nervosismo e o medo de falhar.
  3. Mista: quando a dificuldade envolve tanto algum fator físico quanto psicológico.

Antes de qualquer tratamento, a disfunção erétil precisa ser investigada, porque pode ser o primeiro sinal de um problema no coração ou nos vasos.

Os tratamentos mais conhecidos são: a sildenafila (o famoso Viagra) e remédios parecidos; o tratamento hormonal, quando há indicação; as injeções penianas antes da relação sexual; as bombas de vácuo; os implantes; além de terapia, mudança do estilo de vida e perda de peso, em casos específicos.

Muitas são as causas desse problema, mas devemos considerar que alguma perda da potência da ereção é comum e natural para quem tem o privilégio de envelhecer.

Os tratamentos tradicionais funcionam para muitos homens. Alguns, porém, não se adaptam a eles ou se incomodam com a dependência do remédio, da injeção ou do aparelho na hora da relação, e isso pode mexer com a sensação de virilidade.

Onde entra a retonificação peniana

Como médico que trabalha com protocolos de células-tronco, tenho a alegria de apresentar aos pacientes que chegam ao meu consultório, quando há indicação, o protocolo chamado “retonificação peniana”, que consiste em uma aplicação local de células-tronco no pênis do paciente, com anestesia. Este protocolo pode também ser feito pela técnica de sanduíche, que acrescenta a aplicação endovenosa de células-tronco, buscando um efeito no corpo como um todo.

As células-tronco agem localmente no pênis, buscando revitalizar o corpo cavernoso e a sua circulação, o que pode melhorar a qualidade da ereção.

Muitos pacientes relatam também mais disposição, melhor sono e melhor humor.

A retonificação peniana é feita em consultório, a partir de material biológico. A resposta e a duração variam de pessoa para pessoa e são acompanhadas nas consultas seguintes. Como todo procedimento, tem riscos e contraindicações, que avalio antes de indicar. Quando o tratamento dá certo, o paciente pode voltar a se sentir mais seguro na sua vida sexual, sua autoestima muda, seu brilho volta, e ele se vê aproveitando a vida outra vez.

Não deixe de ser feliz e viver o amor! Permita qualidade de vida aos seus dias, independentemente da idade que você tenha.

A vida é para ser vivida em abundância, e dessa forma o amor faz parte da vida!

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Dr. Tércio Rocha

Sobre o autor

Dr. Tércio Rocha

Médico endocrinologista · CRM SP 148068 · CRM RJ 525847 · CRM SC 30974

Médico endocrinologista com mais de 34 anos de experiência clínica e de pesquisa, o Dr. Tércio Rocha atua com medicina regenerativa e protocolos de longevidade desde 1990. Sua história pessoal com uma doença agressiva moldou a forma como enxerga cada paciente: como um organismo com capacidade de regeneração, que precisa das ferramentas certas para se reconstruir.

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