Artrose de joelho e as células-tronco
A artrose de joelho tira o movimento e a alegria. Explico como ela evolui e como as células-tronco podem ajudar no tratamento, com as devidas ressalvas.

Se você é uma pessoa jovem, cheia de saúde e tem a sorte de praticar seus esportes e movimentos sem dor alguma, saiba que você deve erguer as mãos para o céu. E, se cuidar direitinho, pode se manter assim por muito tempo. Porém, o tempo e o envelhecimento podem trazer surpresas que não são tão agradáveis. Por mais que a gente cuide da própria saúde, imprevistos ao longo do caminho podem acontecer e acabar com o nosso bem-estar.
A artrose é um desses percalços que ocorrem na vida de muitos, especialmente a artrose de joelhos.
O que é a artrose de joelho
A artrose de joelho é uma doença que ocorre pelo desgaste da cartilagem e pela inflamação da articulação. Os sintomas são dor e inchaço, que aumentam com o esforço físico e impedem que o paciente se movimente com naturalidade ou pratique esportes.
Além disso, o joelho vai perdendo mobilidade: fica rígido, estala, faz barulho, dá a sensação de atrito ou de que está saindo do lugar, perde força e pode se desalinhar.
O joelho é a articulação do corpo mais afetada pela artrose, mas a artrose também pode ocorrer em outras áreas, como quadril, coluna, mãos, tornozelos, pés e ombros.
No início, a dor pode acontecer apenas com atividades mais intensas, mas, com a progressão da doença e o tempo, o sofrimento passa a existir com atividades simples do dia a dia e, mais tarde, até mesmo em repouso.
Imagine você parado e sentindo dor? É terrível!
As crises
É um quadro clínico cruel, pois a dor é constante e há uma perda gradativa de movimentos, de liberdade, de bem-estar e, consequentemente, do bom humor e do bom estado de espírito.
Quem tem artrose no joelho costuma passar por períodos de grande piora. As crises podem vir sem motivo aparente ou depois de um esforço maior, de uma pancada, de um mau jeito, de um desequilíbrio na musculatura (por falta de uso ou por contratura) ou de uma nova lesão na articulação.
Sempre que o padrão habitual dos sintomas muda, é preciso buscar ajuda médica, para entender a causa e propor o melhor tratamento.
A artrose do joelho não tem cura, uma vez que, teoricamente, o desgaste da cartilagem não é reversível.
Como as células-tronco entram no tratamento
Atuando na medicina regenerativa e com os protocolos de células-tronco criados por mim, tenho visto muitos pacientes com artrose de joelho com menos dor e mais mobilidade, a partir da minha técnica de sanduíche.
Fazemos uma aplicação local de células-tronco no joelho e uma aplicação endovenosa, que permite que a inteligência das células as leve aonde elas precisam ir em cada organismo de cada paciente.
As células-tronco seguem, de modo local e sistêmico, para onde aquele corpo mais necessita. A aplicação no joelho busca reduzir a inflamação e estimular o reparo da articulação; a regeneração da cartilagem ainda é estudada.
Muitos pacientes relatam alívio da dor e do inchaço nas primeiras semanas, com menos estalos e mais força e equilíbrio, mas a resposta varia de pessoa para pessoa. Com o passar do tempo, muitos também relatam sono melhor, o que melhora o humor e o descanso.
Com menos dor, a pessoa costuma recuperar a disposição e a vida social. Deixa de ser alguém debilitado e cheio de dor e volta a se sentir renovada, com mais vida e alegria.
Todo o processo leva cerca de seis meses, e os efeitos, quando aparecem, costumam ir aumentando gradativamente, com o objetivo de que o paciente volte a se movimentar com menos dor e a praticar suas atividades.
Como todo procedimento, ele tem riscos e contraindicações, que são avaliados caso a caso na consulta. Em alguns casos, a prótese continua sendo o melhor caminho, e essa decisão é tomada junto com o ortopedista.
É um processo de libertação e de regeneração.
Os movimentos voltam, a alegria volta, assim como a disposição e o bem-estar. A vida muda, porque os benefícios acabam afetando as outras áreas da vida: a pessoa se sente renovada para se relacionar outra vez, se encontrar com amigos, fazer novas atividades, passeios e viagens, e isso a transforma como um todo.
A vida é para ser vivida, e vivida com abundância, e não com dor.
As células-tronco estão conosco desde que nascemos, e hoje, em pequenos frascos, podem ajudar o nosso corpo, a nossa vitalidade e a nossa vida.

Sobre o autor
Dr. Tércio Rocha
Médico endocrinologista · CRM SP 148068 · CRM RJ 525847 · CRM SC 30974
Médico endocrinologista com mais de 34 anos de experiência clínica e de pesquisa, o Dr. Tércio Rocha atua com medicina regenerativa e protocolos de longevidade desde 1990. Sua história pessoal com uma doença agressiva moldou a forma como enxerga cada paciente: como um organismo com capacidade de regeneração, que precisa das ferramentas certas para se reconstruir.
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