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Dr. Tércio Rocha
Articulações e dor4 min de leitura

Artrose de quadril e as células-tronco

Explico o que é a artrose de quadril, por que ela dói na virilha, quais são os tratamentos de sempre e como as células-tronco entram nessa conversa.

Artrose de quadril e as células-tronco
Escrito pelo Dr. Tércio Rocha, 34 anos de prática clínica

Você já ouviu falar sobre artrose de quadril?

Se sim, vai gostar do que venho escrever neste artigo. Se não, aproveite a sua sorte e continue cuidando do seu corpo cada vez mais. Este texto também serve para você: todos caminhamos na mesma direção e, em algum momento, vamos enfrentar as consequências naturais do envelhecimento. Por isso, vale ler agora, como prevenção e informação. Das boas!

O que é e como dói

A artrose no quadril é consequência do desgaste da articulação que faz a conexão do fêmur com a parte da bacia que se liga a ele, uma das maiores e mais exigidas do nosso corpo. Esta articulação sofre com o desgaste das cartilagens que revestem essas duas estruturas ósseas, o que provoca dor e limita significativamente a vida dos pacientes.

Pense no seu corpo e em qualquer movimento que você faz no dia a dia: o quanto você movimenta o seu quadril? Percebe que, em tudo que você faz, você usa o quadril? Por isso a importância de cuidar desta área do seu corpo. É essencial!

Quando essa artrose chega, a dor é o principal sintoma e costuma ocorrer na região da virilha e na frente do quadril, piorando ao andar, ao ficar sentado por muito tempo ou ao deitar sobre o lado dolorido. Além disso, as dores podem surgir na região da coxa, na lateral da bacia e/ou nas nádegas e irradiar para a coluna lombar. É um sofrimento terrível!

Nas fases mais avançadas, pode ocorrer diminuição dos movimentos, dificuldade de cruzar a perna, calçar os sapatos e até entrar ou sair do carro. Em casos mais graves, há o encurtamento de uma das pernas.

A principal causa dessa artrose é o próprio envelhecimento, e por isso é comum que afete pessoas com mais de quarenta e cinco anos. Outros fatores são: obesidade; exercícios físicos intensos e/ou em excesso, especialmente os que envolvem movimento rotacional do quadril, como futebol e tênis; genética; doenças reumatológicas; e traumatismos de acidentes.

Os tratamentos

E como lidar com esse pesadelo?

Existem duas formas de se tratar a artrose de quadril: uma com exercícios de fisioterapia para fortalecimento da musculatura e controle da dor com analgésicos e anti-inflamatórios; e a outra por cirurgia.

Quando o primeiro tratamento não funciona, indica-se a cirurgia para a colocação de uma prótese de quadril. Mas quem é que deseja fazer uma cirurgia e colocar uma prótese?

Aí eu entro com a medicina regenerativa e meus protocolos de células-tronco, especialmente com a minha técnica de sanduíche, em que aplico as células-tronco de forma local e endovenosa, permitindo que a própria inteligência das células faça o seu trabalho.

De modo local, as células-tronco atuam na inflamação da articulação e podem favorecer o reparo da cartilagem; de modo sistêmico, as células atuam no corpo como um todo.

Muitos pacientes relatam menos dor e mais mobilidade ao longo dos meses. A resposta varia de pessoa para pessoa, e esse uso das células-tronco na artrose ainda é estudado.

Quando o organismo responde bem, o paciente costuma sentir melhora em vários aspectos da vida: muitos relatam que passam a ter o sono dos justos e acordam dispostos, se sentindo enérgicos outra vez, com melhora da musculatura e do humor.

O caminho das células-tronco

Meus pacientes com artrose de quadril costumam chegar ao meu consultório desanimados e desesperançosos, porque, quando chegam a mim, já passaram por todo tipo de tratamento: remédios, fisioterapia, exercício, inclusive a indicação de prótese, que em alguns casos é mesmo o melhor caminho.

Em parte desses casos, as células-tronco podem ser uma alternativa a considerar antes da cirurgia. É um procedimento pouco invasivo, mas, como todo procedimento, tem riscos e contraindicações, que discuto com cada paciente na consulta. A decisão é tomada com calma, junto com o ortopedista, e nenhum tratamento deve ser interrompido por conta própria.

O que se espera com o passar do tempo, quando o tratamento funciona, é que o paciente perceba a dor indo embora de forma gradativa, os movimentos voltando com menos dor e a mobilidade retornando, o que o deixa extremamente feliz. Com tudo isso, o paciente se sente mais disposto, renovado, esperançoso, cheio de vida.

Se a artrose de quadril faz parte da sua vida, vale uma avaliação para entender quais são as opções no seu caso.

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Dr. Tércio Rocha

Sobre o autor

Dr. Tércio Rocha

Médico endocrinologista · CRM SP 148068 · CRM RJ 525847 · CRM SC 30974

Médico endocrinologista com mais de 34 anos de experiência clínica e de pesquisa, o Dr. Tércio Rocha atua com medicina regenerativa e protocolos de longevidade desde 1990. Sua história pessoal com uma doença agressiva moldou a forma como enxerga cada paciente: como um organismo com capacidade de regeneração, que precisa das ferramentas certas para se reconstruir.

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